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O mundo não gira em torno do seu próprio umbigo. Você tem que concordar comigo, afinal o primeiro a afirmar isso foi Copérnico no final do século 15, início do 16... Os corpos são interdependentes nas influências que têm uns sobre os outros (lei da gravitação universal). Seres humanos não são diferentes.
Então porque existe tão pouco respeito?
Uma coisa é ser honesto, outra é ser grosseiro. As pequenas atitudes impensadas e irritantes como apontar com o dedo engordurado na tela do computador do colega ou deixar a sala esquecendo o celular brandindo aquela rumba a 100,000,000 de decibéis, são manifestações de absoluta falta de consideração, mas que passam totalmente despercebidos pelos seus autores.
É maravilhoso como tabus sociais foram derrubados nos últimos 50 anos, mas com eles se foram também coisas boas, como o respeito aos mais velhos, o romantismo e as boas maneiras.
Não é sermão. Apenas estou reavaliando minha própria conduta fazendo esta reflexão, pública. Não defendo que devemos seguir uma norma de conduta fria, rígida, elitista, mas algumas coisas simplesmente são bom senso. A forma de demonstrarmos o respeito e a consideração uns pelos outros é algo que evolui com a tecnologia e os hábitos e precisamos acompanhar essa evolução. Então não custa a gente relembrar o que poderia ser irritante para quem nos cerca... aprendi: "Não faça para os outros o que não gostaria que fizessem para você" e "Você pega mais moscas com mel do que com vinagre" ... Então, aqui tem algum material de leitura:
E o que é que mais irrita você?
05Jul2006| share this!Suas observações são ótimas.
Algumas das citadas me incomodam um pouco.
Tem aqui um comentário sobre universitários
Ando mesmo com problemas em sala de aula.
Sou estudante novamente.
É super delicada a convivência.
Em apenas dois bimestres, já senti tristeza, falta de vontade de ir pra aula (coisa que adoro fazer), e também pensei em mudar de turno, recentemente até de faculdade.
Em sala de aula o fato de agradecer a atenção de um professor, provoca risadas e burburinhos sarcásticos.
Citei o menor dos exemplos que me irritam.
Ainda ontem comentei com um colega: os jovens de um modo geral, parecem desejar que a gente desista deles.
Tenho 3 jovens em casa, onde penso que vivo mesmo numa espécie de céu.
Talvez por isso eu reajo e não desisto.
Pretendo ainda realizar algo de muito bom ali com meus colegas. Ao menos vou tentar.
Eu penso que a juventude está desesperadamente precisando do nosso olhar com muito mais atenção.
Quando eu sou incoveniente e não percebo na hora. Depois fico com raiva de mim mesmo... Isso me irrita muito.
por: Fábio Marcolino | 07Jul2006.Nancy, eu me considero uma chatonilda. Sou chata pra carvalho com essas coisas de etiqueta.
Na internet abomino gente que poe aquela assinatura ENORRRRRRRME, as vezes na parte de cima da mensagem, pra ter certeza que voce vai ler, vendendo produtos, ideologias, puxando a sardinha pra brasinha, nossa, abomino! E gente que deixa comentario no meu blog fazendo propaganda do proprio blog, citando posts, puxando a sardinha pra brasinha, como sempre!
Na vida cotidiana, os pipocudos no cinema, gente dirigindo a 60 por hora na pista da esquerda na estrada e que nao dao passagem, gente que sempre chega atrasada e me deixa esperando, a lista eh bem longa! :-)
beijao!
por: Fer Guimaraes Rosa | 07Jul2006.Tenho algumas irritações meio óbvias, e estou no serviço público e em Brasília, onde a regra é ser folgado, mas lá vão:
- Falar alto
- Achar que vc está sempre disponível pra bater papo, e não pedir licença pra conversar por mais de 5 minutos.
- ouvir música sem pedir licença e sem verificar se todos os ouvintes possuem o mesmo gosto musical
- exibir comerciais/vídeos que recebe por e-mail e chamar a galera pra assistir, um por um, repetindo mil vezes, na minha frente, e chamando até o chefe pra assistir (!!!! aconteceu comigo!!!!!!)
- vir comer bolo e deixar migalhas na minha mesa
- não anunciar quem está na ligação que vc está transferindo (geralmente a pessoa que ligou já conversou com quem a atendeu, e vai ficar p. da vida de perder tempo repetindo o seu problema)
- fazer festinhas sem avisar com antecedência, pra vc programar o seu dia.
- não planejar nem informar a possibilidade de planos, avisando só em cima da hora. (não é bem regra de etiqueta, mas pode ser)
Por enquanto, só lembrei dessas. Se lembrar de outros absurdos, aviso.
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Acho que agora rola comentar... o meu outro comentário ficou perdido no limbo aqui na Intertarrafa.
Vi que a senhorita lilika_ZB já cobriu quase toda a gama de selvagerias ministeriais candangas.
Detalhe: a primeira sobre falar alto é pra mim! Rs, sério, eu sei que é chato, mas na minha família gauchesca só meu pai não grita. Eu, infelizmente, tenho esse péssimo hábito, então não tenho moral nenhuma pra reclamar.
Só vou complementar com duas pequenas coisas da realidade candanga de ser no governo federal:
- Vc relembrar um pedido para um colega, ele dizer que está super-atarefado e voltar a jogar paciência... na sua frente.
- Ser um analfabeto digital assumido e ficar perguntando as coisas mais óbvias na esperança de que vc faça pra a pessoa e ela não tenha aprender. Não estou falando as coisas exotéricas de programação ou das ferramentas obscuras escondidas em lugares sem lógica (desligar fica depois de iniciar... se alguém acha que isso faz sentido...): estou falando das coisas que a minha avó e tia-avó sabem fazer: criar uma conta de e-mail no yahoo, gravar um CD, baixar as fotos da máquina, renomear um arquivo do word. Qualquer um com menos de 75 anos que não saiba fazer isso é um analfabeto digital.
Se pensar em mais alguma coisa, eu aviso.
Ah, e outra coisa irritante sobre mim: falar demais...
abraços e parabéns de novo pelo site.
Não sabes o prazer de ter lido teu comentário no Camafunga, há muito procuro, desde as esquecidas páginas, até outras noticias e obtuario, por onde andavam. Sumiram de não deixar rastros, e contato. Até hoje tento comprar o livro do Fábio, sem resosta, também sinto muita saudade de nossas conversas. Muita coisa se passa por aqui e gostaria de dividir.
Até...
Vou relatar uma situação que deve ocorrer apenas comigo...
Moro em um condomínio minúsculo onde as casas são germinadas.
Meu vizinho não tem "semancol" é som alto e bate boca o dia inteiro, entra e sai de carros de parentes e visitas que atrapalham a circulação, e como se fosse pouco, a garagem do distinto, está virando oficina mecânica. Imaginem só a situação!
É o cúmulo da falta de respeito aos demais moradores.
Algo que vem me irrita frequentemente, são aquelas propagandas na internet que mais parecem uma escola de samba querendo chamar a atenção.
Gosto de ficar bem informado, mais fica difícil manter a concentração no texto quando a poluição visual toma conta das bordas da tela.
Não sou contra a publicidade, mais tudo tem limite.
Putz... tem algumas. Na universidade convivo com muitos jovens. E a coisa anda complicada. Celulares, cigarro, comentários impróprios, atitudes as mais absurdas e ofensivas e, claro, os problemas no banheiro. Não sei qual é o problema dessa gurizada. Alguém tem que explicar para eles que ninguém está interessado em desenvolver um relacionamento pessoal com aquela obra prima que foi produzida lá dentro. E, fiquei pasmo, dizem que o banheiro das meninas não é melhor. E, dizem ainda: pior. Em duas palavras: dê descarga.
por: Fábio Marchioro | 06Jul2006.